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Libertadores: o que decide o campeão em caso de empate
Empate na final da Libertadores? Vai prorrogação e, se precisar, pênaltis. Entenda a regra do jogo único, o histórico de decisões e como funciona cada etapa.

Libertadores: o que decide o campeão se a final terminar empatada?
A resposta curta: prorrogação primeiro, pênaltis depois. Se o jogo terminar empatado nos 90 minutos, o regulamento manda jogar mais 30 minutos extras. Se ainda assim ninguém sair na frente, aí sim a decisão vai para as cobranças de penalidade máxima. Simples assim. Mas tem bastante história, contexto e detalhe por trás dessa regra — e é tudo isso que este guia explica.
A era do jogo único: como a final funciona desde 2019
Antes de falar de empate, vale entender o formato atual. Em fevereiro de 2018, durante uma reunião do conselho da CONMEBOL, foi anunciado que a partir da edição de 2019 a Libertadores seria decidida em finais de jogo único, em local previamente definido, seguida de prorrogação e disputa por pênaltis se necessário.
Isso mudou tudo. Antes, a final era disputada em dois jogos (ida e volta), cada time mandando num deles. Com o novo modelo, os dois clubes se encontram uma única vez, em estádio neutro, para decidir o título naquela mesma noite.
A final é disputada em partida única, em local pré-selecionado pela CONMEBOL, com o time com maior número de cabeças de chave designado como mandante apenas para fins administrativos. Na prática, é campo neutro de verdade — nenhum dos dois times "manda" de fato.
O que acontece se empatar nos 90 minutos?
Aqui está o passo a passo exato:
Passo 1 — Prorrogação de 30 minutos
"Em caso de igualdade de gols ao término da partida final, recorrer-se-á a uma prorrogação de 30 minutos dividida em dois tempos de 15 minutos cada um", descreve o regulamento do torneio.
Ou seja: empate no apito dos 90 minutos → mais dois tempos de 15 minutos, com possibilidade de acréscimos em cada um deles. O gol "de ouro" (aquele onde o jogo acabava assim que alguém marcasse) não existe mais no futebol moderno — os 30 minutos são jogados inteiros, independentemente de alguém marcar ou não na primeira etapa extra.
Passo 2 — Pênaltis (se o empate persistir)
"Se, ao término dessa prorrogação de 30 minutos suplementares, a paridade persistir, o Ganhador será definido por cobranças de pênaltis, conforme as normas estipuladas pela IFAB/FIFA", complementa a regra.
Na prática da cobrança: cada time tem direito a cinco cobranças e, permanecendo a igualdade, os times seguem as cobranças até alguém perder e o outro converter. É a chamada "morte súbita nos pênaltis" — o primeiro time a errar enquanto o adversário converte perde o título.
Resumo visual
| Situação | O que acontece |
|---|---|
| Empate nos 90 min | Vai prorrogação (2 × 15 min) |
| Empate na prorrogação | Vai para os pênaltis |
| Um time vence em qualquer etapa | Campeão definido |
Atenção: a regra é diferente nas fases anteriores!
Muita gente confunde porque o mata-mata da Libertadores (oitavas, quartas e semifinais) funciona de um jeito, e a final funciona de outro.
A regra de prorrogação é única e exclusivamente válida para a decisão, diferente das outras etapas do mata-mata da Libertadores (oitavas, quartas e semifinais), que não têm o tempo extra — em caso de igualdade no agregado, as penalidades acontecem direto.
Ou seja: nas fases anteriores, em caso de empate no placar agregado, não haverá prorrogação, e a decisão por pênaltis será usada para determinar o vencedor. Mas na final, o regulamento exige a prorrogação antes dos pênaltis. É uma forma de valorizar ainda mais a decisão e dar mais 30 minutos de emoção ao torcedor.
Histórico: finais de Libertadores já decididas nos pênaltis
A ideia de um campeão sendo coroado na "loteria dos pênaltis" é velha conhecida da Libertadores. No total, foram dezenas de finais na história do torneio, com a primeira ocorrência de decisão nas penalidades registrada em 1977, quando o Boca Juniors bateu o Cruzeiro por 5 a 4 nas cobranças.
Alguns momentos que ficaram na memória do futebol brasileiro:
1993 — São Paulo 0 × 0 Newell's Old Boys (ARG): o São Paulo fez a decisão com Zetti, Cafu, Raí e Müller, sob comando de Telê Santana. Nos pênaltis, o Tricolor venceu por 3 × 2 e conquistou o bicampeonato.
2000 — Palmeiras × Boca Juniors (ARG): após dois angustiantes empates nos jogos finais (2 a 2 em La Bombonera e 0 a 0 no Morumbi), Palmeiras e Boca Juniors decidiram o título nas penalidades. O Boca levou a melhor.
2002 — Olimpia (PAR) × São Caetano: o clube paulista chegou perto do título, mas perdeu a final nos pênaltis para o Olimpia.
2008 — LDU (EQU) × Fluminense: o Fluminense chegou à final da Libertadores pela primeira vez em 2008 e, por muito pouco, não comemorou o título inédito. Em pleno Maracanã, o Tricolor acabou perdendo nos pênaltis para a LDU do Equador. Um trauma que levou 15 anos pra ser superado.
2013 — Atlético-MG × Olimpia (PAR): em sua primeira final, o título do Atlético-MG veio em uma campanha de viradas e superação — e a conquista, nos pênaltis, aconteceu diante do Olimpia.
E nas finais únicas (desde 2019), já houve pênaltis?
Essa é uma curiosidade interessante. Desde 2019, disputadas em campo neutro, as finais de Libertadores foram muito emocionantes: na primeira, virada do Flamengo em dois minutos; na segunda, gol do Palmeiras nos acréscimos; na terceira, o Verdão carimbou novamente, desta vez na prorrogação; e na quarta, vitória apertada do Mengo contra o Furacão.
Ou seja: nenhuma final única foi decidida nos pênaltis até hoje. Todas tiveram um vencedor dentro dos 120 minutos — seja no tempo normal ou na prorrogação. A mais recente foi a de 2025: o Flamengo superou o Palmeiras por 1–0 no Estádio Monumental em Lima, Peru, para conquistar seu quarto título, tornando-se o primeiro clube brasileiro a atingir esse feito.
O Brasil, inclusive, levantou a taça nas últimas sete edições do torneio.
Por que não existe mais "gol qualificador" (gol fora de casa)?
Também vale esclarecer essa dúvida que aparece muito. O famoso "gol fora de casa" — que dava vantagem a quem marcava jogando como visitante no caso de empate no agregado — foi abolido da Libertadores. A regra do gol como visitante foi abolida a partir de 2022. Portanto, se você lembrar de alguma eliminação antiga onde "o gol fora de casa decidiu", saiba que esse critério não existe mais na competição.
Hoje, o único critério de desempate nas fases de ida e volta é a disputa de pênaltis direto após o empate no agregado. E na final, como já explicamos, tem a prorrogação antes.
Perguntas frequentes
se a final da libertadores empatar, vai direto pra pênaltis?
Não. Antes dos pênaltis, há uma prorrogação de 30 minutos, dividida em dois tempos de 15 minutos. Só se o empate persistir após esses 30 minutos extras é que as cobranças de penalidade máxima são realizadas para definir o campeão.
quantas cobranças cada time tem nos pênaltis da final da libertadores?
Cada time tem direito a cinco cobranças. Se depois das cinco cobranças de cada lado o placar ainda estiver empatado, os times continuam alternando cobranças até que um acerte e o outro erre — é a chamada morte súbita nos pênaltis.
a final da libertadores tem gol de ouro na prorrogação?
Não. O gol de ouro (onde o jogo termina imediatamente após o gol na prorrogação) não existe mais no futebol moderno. Os 30 minutos da prorrogação são jogados por completo, mesmo que um time marque na primeira etapa extra.
a regra de prorrogação vale também nas oitavas, quartas e semifinais?
Não, apenas na final. Nas fases anteriores (oitavas, quartas e semifinais), em caso de empate no placar agregado dos dois jogos, a partida vai direto para os pênaltis, sem prorrogação.
alguma final única da libertadores já foi decidida nos pênaltis?
Desde a adoção do formato de jogo único em 2019, nenhuma final foi decidida nos pênaltis até o momento. Todas as decisões foram resolvidas dentro dos 120 minutos — no tempo normal ou na prorrogação.
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