Esporte ao vivo, filmes e séries num app só · teste grátis no zap · sem cadastro
Corinthians e a crise das bets: o que está em jogo
Timão pode perder ao menos R$ 480 milhões com a proibição das casas de apostas. Entenda o rombo, a reunião na FPF e o cenário do futebol paulista.

Corinthians e a crise das bets: o que está em jogo para o Timão e o futebol paulista
O futebol brasileiro acordou na semana passada com uma bomba nos bastidores. O governo federal publicou a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe a operação das casas de apostas no Brasil — e o impacto financeiro nos clubes é bilionário. O Corinthians está entre os mais expostos ao risco, e a reação do Timão e dos outros times paulistas já começou.
A reunião na FPF: dez clubes em alerta
O Corinthians participou, na manhã de segunda-feira (28 de setembro), de uma reunião com clubes paulistas na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF) para discutir os impactos da proibição das casas de apostas no Brasil e alinhar uma atuação conjunta diante do novo cenário.
Estiveram na mesa representantes de clubes das Séries A e B: Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino, Mirassol, Novorizontino, São Bernardo, Botafogo de Ribeirão Preto e Ponte Preta.
Representaram o Corinthians na reunião: Elcio Mendonça (Head de Comunicação), Vinicius Manfredi (vice de marketing) e o Dr. Luis Felipe Santoro, do departamento jurídico.
O encontro terminou sem decisão sobre medidas concretas, com um pedido comum de diálogo com o governo federal e a expectativa de uma conversa com a CBF e o Ministério do Esporte na terça-feira seguinte.
A FPF apresentou aos clubes os prazos e os possíveis próximos passos da Medida Provisória 1.394/2026. A reunião terminou sem uma medida prática única definida, mas Federação e equipes decidiram manter contato e atuar de forma coordenada nas discussões envolvendo o tema.
Quase meio bilhão em risco no Timão
Os números são pesados. O Corinthians se prepara para um impacto pesado após a Medida Provisória do Governo Federal. O clube trata como certa uma perda de arrecadação de ao menos R$ 480 milhões junto à Esportes da Sorte, patrocinadora máster do clube desde 2024.
O valor é referente aos próximos três anos válidos do contrato: 2027, 2028 e 2029. Antes, o vínculo da empresa junto ao Timão era de R$ 309 milhões por três anos (R$ 103 milhões por temporada).
O valor ao qual o clube teria direito no restante de 2026 gira em torno de R$ 20 milhões.
Esses números ainda não são vistos como garantidos como uma perda de receita. No entanto, há o receio de um "efeito rebote" devido à presença das bets nas placas de publicidade, gerando diminuição de faturamento para a detentora da exploração de patrocínio.
Os R$ 480 milhões representam o volume mínimo de arrecadação do atual contrato colocado em risco, mas não necessariamente um prejuízo líquido definitivo. O Corinthians pode comercializar novamente o espaço máster e, dessa forma, recuperar parte da receita.
A conta dos clubes paulistas: até R$ 400 milhões combinados
O problema não é exclusivo do Corinthians. O impacto somado de Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos em contratos de patrocínio é estimado entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões.
Olhando os contratos individualmente, a situação fica ainda mais clara. Para a maioria das equipes, o valor flutua entre 5% a 8% do orçamento total, mas times com maior faturamento possuem contratos mais robustos, como Flamengo (cerca de 12,85%), Corinthians e São Paulo (10,5%). Os valores anuais dos principais contratos são: Corinthians — R$ 150 milhões (Esportes da Sorte); São Paulo — R$ 113 milhões (Superbet); Palmeiras — R$ 100 milhões (Sportingbet); Santos — R$ 35 milhões (Novibet).
Dos seis clubes paulistas na Série A, quatro têm patrocínio máster de casas de apostas: Corinthians (Esportes da Sorte), Palmeiras (Sportingbet), São Paulo (Superbet) e Santos (Novibet). Mirassol nunca teve uma casa de apostas como patrocinadora máster, e o Red Bull Bragantino é bancado pela Red Bull desde 2019.
O tamanho do rombo no futebol brasileiro
O problema vai muito além de São Paulo. Em 2026, as empresas de apostas devem movimentar aproximadamente R$ 1,1 bilhão no futebol nacional, mas a nova medida do Governo Federal pode interromper uma série de contratos firmados com os clubes. Na Série A, o impacto é direto: dos 20 participantes, 14 possuem atualmente empresas do segmento como patrocinadoras máster.
E não são apenas os clubes que podem sofrer consequências: as duas principais competições organizadas pela CBF também podem ser afetadas. O Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil têm os naming rights da Betano. No caso do Brasileirão, os valores do contrato estimados pelo mercado estão entre R$ 70 e R$ 80 milhões por ano.
Os principais clubes do estado avaliam que as equipes de menor porte devem ser as mais afetadas financeiramente pela MP e já discutem alternativas para os próximos dias.
Quando uma fonte de receita desaparece de forma antecipada, o impacto não fica restrito à publicidade: ele pode alcançar planejamento de contratações, pagamento de dívidas, folha salarial e investimentos em estrutura.
O caminho jurídico: o caso foi ao STF
Paralelamente à articulação política, o setor também buscou respaldo no Judiciário. Os clubes paulistas fizeram uma reunião de emergência na sede da FPF para medir o rombo aberto pelo fim das apostas. Enquanto discutiam como repor a receita, o setor de apostas levava a medida provisória ao Supremo Tribunal Federal, e o destino dos patrocínios passou a depender do ministro Luiz Fux.
As entidades questionam a medida sob o argumento de que ela foi editada sem a demonstração de urgência necessária e sem uma estimativa do impacto orçamentário e financeiro capaz de dimensionar os custos decorrentes da interrupção das atividades.
O governo marcou uma reunião para discutir os impactos com representantes dos ministérios do Esporte, Planejamento, Fazenda e da Casa Civil. O encontro foi articulado em resposta à reação dos clubes à medida provisória.
Em levantamento baseado nos balanços financeiros, Corinthians, Flamengo, Sport e Juventude foram os quatro clubes em que essa fonte representou mais de 10% das receitas no último exercício.
Próximos jogos do Corinthians
Com a crise financeira no fundo do cenário, o Timão agora mira a reta final do Brasileirão 2026. Com foco total no Campeonato Brasileiro após a eliminação nas copas, o Corinthians terá um mês de outubro decisivo na luta para se afastar da zona de rebaixamento. Sem vencer há seis partidas, o Timão encara uma sequência de confrontos diretos e um clássico contra o Palmeiras.
Os próximos compromissos confirmados pelo site oficial do clube são:
| Data | Horário | Jogo | Rodada | Estádio |
|---|---|---|---|---|
| 07/10 (qua) | 19h30 | Internacional x Corinthians | 29ª | Beira-Rio, Porto Alegre |
| 11/10 (dom) | 17h30 | Palmeiras x Corinthians | 30ª | Nubank Parque, São Paulo |
| 19/10 (dom) | 20h00 | Corinthians x Vitória | 31ª | Neo Química Arena, São Paulo |
| 24/10 (sáb) | 18h30 | Vasco x Corinthians | 32ª | São Januário, Rio de Janeiro |
| 30/10 (sex) | 20h00 | Corinthians x Mirassol | 33ª | Neo Química Arena, São Paulo |
A transmissão do jogo contra o Internacional será de Record, Premiere e CazéTV (YouTube).
Perguntas frequentes
O Corinthians vai perder R$ 400 milhões com as bets?
O número de R$ 400 milhões se refere ao impacto somado de Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos em contratos de patrocínio. Especificamente, o Corinthians prevê uma perda mínima de R$ 480 milhões referente ao contrato integral com a Esportes da Sorte — valor que cobre os anos de 2027, 2028 e 2029. Para 2026, o montante em risco gira em torno de R$ 20 milhões.
Quantos clubes da Série A têm contrato com empresas de apostas?
Dos 20 clubes da Série A do Brasileirão 2026, 14 possuem empresas de apostas como patrocinadoras máster. O investimento dessas empresas no futebol nacional ultrapassou R$ 1,1 bilhão em 2026.
O que acontece se a Medida Provisória for mantida pelo Congresso?
A MP precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para manter seus efeitos. Se confirmada, os contratos de patrocínio com casas de apostas ficam ameaçados, obrigando clubes como o Corinthians a buscar novos patrocinadores para repor receitas que representam mais de 10% do seu orçamento.
Qual é o próximo jogo do Corinthians?
O próximo jogo do Corinthians pelo Brasileirão é Internacional x Corinthians, quarta-feira, 7 de outubro, às 19h30 (horário de Brasília), no Beira-Rio, em Porto Alegre. A transmissão está confirmada para Record, Premiere e CazéTV.
🌐 Em outros blogs de futebol
Continue lendo na rede
Continue lendo





